Greve dos Professores
25/03/2015 08:17 (atualizado em 25/03/2015 08:19)

Secretaria de Educação diz que faltas de professores serão registradas Secretário afirmou que obrigação dos diretores é manter escolas abertas

Foto: Sinte-SC/Divulgação
As escolas estaduais de Santa Catarina devem funcionar, mesmo com a greve dos professores anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública (Sinte/SC). Segundo o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, as faltas dos grevistas serão registradas. Ainda conforme a Secretaria de Educação, 5% dos professores da rede estadual aderiram a greve.
“A obrigação do diretor é manter as escolas abertas e permitir que os professores que querem trabalhar o possam fazer. E os pais que querem encaminhar os filhos também possam fazer isso. Vamos avaliar a situação em cada uma das escolas, procurar manter o máximo de normalidade, fazer o remanejamento e trabalhar com os professores que não estejam paralisados para manter o atendimento o mais regular possível”, explicou .
O Sinte afirma que decidiu pela greve porque não houve sinalização de contraproposta da Secretaria de Educação às deliberação das assembleias dos dias 3 e 10 de março. O prazo previsto para respostas, segundo o Sindicato, se encerrou na última semana.
Segundo Deschamps, além do registro das faltas, posteriormente a secretaria de Educação vai avaliar as medidas administrativas a serem adotadas.

'GREVE COMEÇA FORTE', DIZ SINDICATO

Os professores da rede estadual realizaram uma assembleia na tarde desta terça-feira (24), em Florianópolis, para definir os rumos da greve iniciada pela manhã. Segundo Marcus Alexandre Sodré, vice-coordenador do Sinte-SC, 2 mil professores estiveram na assembleia que durou cerca de 2 horas.
"A decisão foi referendar o início da greve. Foi unânime. A categoria entende que o Governo do Estado está ciente das nossas reivindicações desde 2011, quando nossa tabela salarial foi destruída. Tivemos algumas reuniões e o Governo simplesmente desconsiderou nossas reinvidicações. Não houve nenhuma negociação", afirma Sodré.
Após a assembleia, que contou também com a participação de alunos, uma passeata foi feita pelas ruas do centro."O secretário foi irônico 'Será que a greve vai ter força?'. A greve começa forte", afirma Sodré.
Na segunda-feira (23), o secretário Eduardo Deschamps afirmou que o governo não continuaria a negociar caso as aulas fossem prejudicadas.
"Vamos continuar fazendo os trabalhos em relação à nova carreira, mas as negociações com a diretoria do Sinte estão suspensas. Se a paralisação for pequena, vamos seguir e apresentar nossas propostas na Assembleia Legislativa por respeito à categoria que está acreditando nessa ação. Mas caso a greve torne-se grande, o Estado vai ter que retirar tudo que foi apresentado e retomar todo o processo”, explicou Deschamps.

PROPOSTA DOS PROFESSORES

Entre as propostas do Sindicato, estão seis níveis de carreira, com direferenças salariais entre eles, jornada integral de 40 horas/aula, dois cargos para o magistério catarinense, sendo um professor e ou outro administrativo e garantia de licença remunerada para mestrado e doutorado.

MEDIDA PROVISÓRIA

A medida provisória 198/2015 "fixa os salários dos profissionais contratados em regime temporário pela rede pública estadual de ensino", segundo a Alesc. Ela tem como objetivo adequar as remunerações à Lei do Piso Nacional do Magistério.
"Para isso, os vencimentos dos professores temporários serão compostos pela soma do vencimento, mais a hora-atividade, mais o incentivo à produtividade em sala de aula", informou a assessoria de comunicação da Assembleia.

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Fonte: Porto Feliz AM/G1 SC

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