Greve dos Professores
02/04/2015 17:08 (atualizado em 02/04/2015 17:17)

Gerente afirma que greve dos professores tem menos de 1% de adesão na Regional A greve decretada na última semana pelos professores da rede pública estadual ainda não conseguiu atingir todos os municípios da região.

Foto: Divulgação
Claudia Weinman/Marcelo Both

A greve dos professores decretada na última semana pelos professores da rede pública estadual de ensino ainda não conseguiu paralisar as aulas na região. O gerente de Educação, Moacir Martello, estima que na Regional de São Miguel do Oeste em torno de 1% apenas dos professores aderiram à paralisação e as aulas seguem normalmente. “As aulas estão acontecendo normalmente. Porque está em greve o Sindicato, os professores do Sindicato”, afirma. Conforme Martello, os pais devem continuar encaminhando os filhos à escola. “Quem tem o poder de dispensar alunos segue sendo apenas os diretores”, esclarece.
A coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC), Sandra Zavaski, informou à reportagem de que nesta semana aconteceram diversas atividades, entre elas, uma reunião do comando de greve em Lages e outra reunião em São Miguel do Oeste, ambas para planejar e articular os professores que ainda não aderiram à paralisação. 
Sandra explica que existe uma resistência de parte da classe. Segundo a coordenadora regional, alguns professores têm receio e, por isso, ainda estão em dúvida se vão aderir em curto prazo ao movimento ou se vão esperar que a greve seja fortalecida nas próximas semanas. “Muitos professores mostraram sentir esse medo e vão esperar que o movimento seja fortalecido”, afirma. 
Entretanto, Sandra destaca que fora da regional de São Miguel do Oeste, em municípios como São José do Cedro, Princesa, Guarujá do Sul, Dionísio Cerqueira, Palma Sola e Anchieta, a adesão tem sido positiva. No entanto, há locais como nos municípios de Descanso, Iporã do Oeste, Itapiranga, onde o sindicato estará nesta semana e na semana que vem, articulando conversas com os professores. “Aos poucos, a classe vai se unindo para fortalecer a greve, porém, é necessário fazermos esse diálogo de proximidade com nossos colegas”, enfatiza. 

“Estado está ‘inventando desculpas’”

Na edição passada o Jornal Gazeta Catarinense divulgou o posicionamento do secretário do estado da Educação, Eduardo Deschamps, o qual afirmou que não haverá negociação devido a decretação da greve. Deschamps criticou o movimento e disse não haver necessidade de paralisação.  “Sempre deixamos o diálogo aberto com o Sindicato, não era preciso decretar a greve”, disse ele. 
Em contra partida, Sandra enfatiza que isso não passa de uma ‘desculpa’ do estado. “Não tínhamos negociação alguma antes da greve. Isso é desculpa do estado. Vamos nos manter organizados e com certeza, nas próximas semanas mais educadores se juntarão a paralisação”, finaliza. 

Fonte: Claudia Weinman/Marcelo Both

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