Dengue
22/05/2015 08:59 (atualizado em 22/05/2015 09:07)

Com 370 focos do mosquito, município tem primeiro caso de Dengue autóctone confirmado Grande número de focos e o primeiro caso da doença contraído dentro do próprio município traz grande preocupação para os órgão de saúde. Chegada do inverno é um aliado importante no combate ao mosquito

Foto: Lucas Serápio/Rede Peperi
Na última sexta-feira, dia 15, a Secretaria de Saúde de São Miguel do Oeste, junto com a Gerência Regional de Saúde, confirmou o primeiro caso de Dengue autóctone, ou seja, contraído dentro do município, por uma jovem de 18 anos. Também foi o primeiro caso da doença contraído dentro da área de abrangência da Gerência Regional de Saúde. Até então já havia casos da doença, mas em pessoas que viajam e eram infectados em outras regiões.
A primeira transmissão interna significa que o vírus da doença já infectou os insetos locais, o que gera risco de endemia, devido à quantidade de focos do mosquito Aedes Aegypti registrados em São Miguel do Oeste, 370, segundo informado por Rafaela Perondi, coordenadora da equipe de Combate à Dengue. Ela revela que a equipe concentrou ações nas quadras próximas a Farmácia São Miguel e o prédio do Moser Sementes, região onde foi registrado o caso de dengue não importado.
Segundo Rafaela, no local os agentes de combate ao mosquito aplicaram o UBV (Ultra Baixo Volume) ou fumacê, a fim de eliminar o Aedes Aegypti. Ela acrescenta que o clima será um aliado importante, pois com a chegada do inverno o frio dificulta a proliferação do mosquito. Porém, segundo ela, a situação é preocupante, ainda mais para o próximo ano. “Em Itajaí teve apenas um caso no ano passado e nesse ano deu epidemia”, lembra.
Rafaela explica que a entrada do vírus no território pode se dar de duas formas: com a vinda de um mosquito infectado ou que um mosquito pique alguma pessoa infectada aqui no território. É muito importante que, além dos cuidados com os mosquitos, as pessoas utilizarem repelentes internos e também na pele prevenindo uma possível picada de mosquito contaminado.

Fonte: Redação Gazeta Catarinense

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