Jaime Capra
05/06/2015 08:15

Edição de sexta-feira, 05 de junho de 2015

NÃO TEM JEITO
A administração municipal de São Miguel do Oeste não tem jeito mesmo. É uma mancada em cima de outra. O veto interposto em seu próprio projeto deveria levar o Oscar das mancadas, mas ficou em segundo lugar, infelizmente. O concurso público tem tudo para levar o prêmio. Esta administração que está aí não consegue fazer nada com lisura. Sempre tem que tentar um jeito de burlar a lei, enrolar os vereadores, enganar o povo, para tentar acomodar ou favorecer seus protegidos. Via de regra o tiro sai pela culatra.
Neste último concurso, a escrita não foi diferente. No entanto, alguém descobriu a intenção e o concurso está sob judice, na mesa da promotoria pública. Com isso, as pessoas de bem, que pagaram as taxas para tentar seguir carreira no serviço público, mais uma vez foram enganadas. Os discursos poderão mudar, mas as caras continuarão as mesmas e são de pau mesmo. Não é exagero nem força de expressão. É a realidade.

ESPORTES
A história da não participação de São Miguel do Oeste nos Jogos Abertos de Santa Catarina merece mais um capítulo.
(A)Fundaram a Fundação sob o pretexto de alavancar recursos para projetar o esporte, buscando dinheiro junto aos governos estadual, federal e patrocinadores. Pois a alavancagem foi tão forte que nem Arquimedes imaginaria. Com este grande ponto de apoio, alavancaram o esporte Migueloestino para o quinto dos infernos.
A pergunta que não quer calar: Qual o Órgão, de sã consciência, colocará dinheiro em uma instituição desportiva que não disputa coisa alguma? Qual o patrocinador empresário, que vai colocar dinheiro no esporte de um município que não sai de seus domínios nem para disputar um jogo de peteca? Quem vai querer colocar o nome de sua empresa na camiseta, se esta fica guardada no armário? Será que a administração municipal pensa que os empresários colocam dinheiro no esporte pela bela cor dos olhos do prefeito? 
A decisão de não participar dos Jogos Abertos demonstra que a administração municipal não conhece nada de nada. 
Pobre São Miguel do Oeste. Ostenta o título de 8º melhor município, apenas para consumo interno. Para angariar simpatias e obter resultados com a curiosidade de viajantes, turistas e investidores, conta apenas com a produção de ovos e seus derivados. Belo projeto para os próximos 30 anos como é divulgado. Estamos contando o tempo para trás. Daqui a pouco voltamos ao Século XX. 

RECLAMAÇÕES
São cada vez mais freqüentes as reclamações quanto ao atendimento das necessidades básicas dos cidadãos Migueloestinos, prestadas pela gloriosa municipalidade sexagenária e 8ª maravilha do mundo. É o caso de um cidadão com problemas auditivos graves, que necessita de uma ressonância magnética de crânio, e desde janeiro luta pela realização do exame. O que tem recebido até o momento são promessas e adiamentos.
Caso semelhante de uma senhora que há mais de dois meses aguarda pela realização de uma ultrassonografia.
Saindo da área da saúde, que já está saturada, a Rua da República, no Bairro São Sebastião, há anos não vê a cor de uma patrola, embora haja um razoável estoque na garagem do município. A referida rua que se encontra em petição de miséria e intransitável nos dias de chuva, só é lembrada pelos computadores da gloriosa prefeitura, que não se esquecem de imprimir os carnês de IPTU, Taxa de Coleta de Lixo e Iluminação Pública. 
Não há dúvidas que desse jeito o povo não necessita de governo algum. Melhor não ter nada e não pagar impostos, pois com a economia pode-se comprar tudo o que se necessita, inclusive exames médicos. Quanto a conservar as ruas e estradas, sem impostos seria possível voltar aos anos 1950, quando os proprietários de terras faziam mesmo o serviço. Estamos contando o tempo para trás. Aliás, o município só progride para alguns. Estamos voltando aos tempos do Império, com o território sendo fracionado em Suseranias e Vassalagens. 

CADA UM NO SEU QUADRADO
Já sobram as entrevistas de deputados estaduais reclamando das obras do governo federal. Parece não terem nada para fazer, a não ser cuidar das realizações de outras esferas de governo. Por que não cuidam de sua assembléia legislativa ao invés de imiscuir-se na seara dos outros? 
Analisando toda a questão, os deputados nada tem a fazer por estarem ao lado de um governo inerte, que chegando à metade do sexto ano de seu mandato ainda não disse a que veio. Não tomou nenhuma decisão de governo, limitando-se em administrar as vagas para os companheiros. 
O que os nobres deputados tem feito de seu mandato além de viajar para cumprir as agendas organizadas pela legião de assessores espalhados por todo o território catarinense? Não tendo nada a apresentar, resta-lhes criticar o governo que ajudaram a eleger. A moda é criticar os outros para esconder sua inércia. Para os incompetentes, os culpados sempre serão os outros. Já dizia CONFÚCIO (551-479 a.C.), “o homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum, aos outros”. E LUIGI PIRANDELLO (1867-1936) “é próprio da natureza humana, lamentavelmente, sentir necessidade de culpar os outros dos nossos desastres e das nossas desventuras”.
Está mais que na hora de os políticos de oportunidade conscientizarem-se que o povo não é mais imbecil quanto imaginam.

COMENTÁRIOS
Este reles escriba recebeu e-mail de um policial militar comentando a coluna que abordou o incidente ocorrido no último domingo e que redundou na morte de um homem de 22 anos com um tiro de espingarda calibre 12 no peito. Não me incomodo com os comentários, pois denotam o prestígio da coluna perante a opinião pública. Também não pretendo adentrar ao mérito da questão, pois entendo que isto cabe à justiça. No entanto não posso deixar de considerar que o comando da Corporação, através da imprensa, reconhece o excesso, a despeito da opinião do autor da mensagem.

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