Variedades
13/08/2015 09:31

Dieta rica em carboidratos refinados aumenta risco de depressão, diz estudo Pesquisadores sugerem que intervenções alimentares podem prevenir e até mesmo tratar o problema

Engana-se quem pensa que uma alimentação colorida é sinônimo apenas de corpo bonito. Pesquisadores americanos descobriram que uma dieta rica em carboidratos refinados — pães, massas, arroz e açúcar — pode aumentar o risco de depressão em mulheres, principalmente após a menopausa. Eles também descobriram que o consumo de fibras, grãos integrais, legumes e frutas está relacionado à diminuição da incidência dessa doença.

O estudo, realizado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, avaliou mais de 70 mil mulheres que participaram de uma pesquisa do Instituto Nacional da Saúde da Mulher americano, realizada entre 1994 e 1998. As informações observadas incluíam diagnóstico de depressão, o tipo de carboidrato consumido e o índice glicêmico — que indica a velocidade com que o açúcar de determinado alimento alcança a corrente sanguínea. Os resultados foram publicados no periódico científico The American Journal of Clinical Nutrition.

Combinar proteínas e carboidratos pode influenciar o ganho ou a perda de peso
Conheça um novo tratamento para depressão quase sem efeitos colaterais

De acordo com a equipe, o alto consumo de açúcares e grãos refinados esteve associado ao aumento do risco de uma mulher no início da pós-menopausa desenvolver depressão. Isso acontece porque esse tipo de alimento desencadeia uma oscilação de pico de glicemia no corpo, o que aumenta a vontade de consumi-lo e ainda desgasta o sistema nervoso, podendo resultar em depressão, alteração de humor e fadiga.

Os pesquisadores explicam também que os carboidratos aumentam os níveis de açúcar no sangue conforme o tipo de alimento ingerido: quanto mais refinado o alimento, maior é o seu índice glicêmico.

James Gangwisch, um dos autores da pesquisa, acredita que intervenções dietéticas podem ajudar no tratamento e na prevenção desse tipo de problema. Entretanto, ele afirma que mais estudos ainda são necessários para avaliar o potencial dessa opção para tratar a depressão.

Galeria de fotos

Fonte: Diario Catarinense

Leia também...