Geral
22/01/2016 16:25 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

“Cuando se nace rebelde se muereen paz”. “Cuando se nace rebelde se muereen paz”.

Iniciamos a coluna desta semana, com um título de frase exposta por um de nossos companheiros que encontra-se em Honduras. Sobre suas palavras, gostaria de utilizar este espaço para mostrar mais um documento importante, que remete a nova denúncia sobre todas as atemorizações e ameaças que temos sofrido nos últimos tempos, por defender a causa da vida, da dignidade humana. Esta carta foi escrita em 09 de janeiro de 2016 e pelo teor de sua importância e necessidade de divulgação, vestimos a coluna Oeste de Fato, com estas nuas palavras. 
“O Coletivo da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Pastoral da Juventude Rural (PJR), do estado de Santa Catarina, vem a público denunciar as mazelas, perturbações, ameaças, discursos de ódio, desrespeito, difamação, insultos, calúnias, pelas quais, frequentemente as pessoas ligadas a este coletivo têm passado. Desde que essas duas pastorais assumiram a luta de classes na região e a luta pela vida dos povos, a exemplo dos indígenas, caboclosas, negrosas, brancosas, pardosas, quilombolas, perseguições têm ocorrido. No entanto, é inconcebível aceitar a hostilidade, a repugnância e odiosidade aos nossos companheirosas.
É inadmissível aceitar a atemorização. Como um coletivo valente, que se propõe a dialogar e construir pautas concretas em defesa da vida, somos difamados ao nos pronunciarmos em favor dos exploradosas e lascadosas da sociedade, especialmente nas sessões realizadas na Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste/SC e de outros municípios, sendo este coletivo intitulado de ‘baderneiro’ e ‘tumultuador’. Dentro das universidades, nossos companheirosas têm sofrido ataques e processos por estimularem a democracia e a participação dos estudantes na defesa de seus direitos.
Nas escolas municipais, onde parte deste coletivo ainda se faz presente, também há preconceitos e as discrepâncias de pensamentos acabam refletindo em ódio profundo contra as organizações onde estamos inseridosas. Em outros espaços públicos e mobilizações como o Grito dos Excluídosas, durante o sete de setembro, no município de São Miguel do Oeste, onde denunciamos a mídia golpista e as atrocidades cometidas contra os jovens negrosas e pobres, somos insultadosas, perseguidosas, fotografadosas, filmadosas. Nas redes sociais, ao divulgarmos a desinformação e o descompromisso dos governos e das mídias com o povo, o coletivo também é atacado fortemente com discursos fascistas, que remetem ao ódio e estimulam a violência, até a morte. 
Há poucos dias, também recebemos ameaças e intimidações de advogados por meio de ligações telefônicas e via rede social, após denunciarmos a expulsão de indígenas da rodoviária deste município. Nesta semana, outras ameaças foram proferidas aos nossosas companheirosas com dizeres como: “Conhecemos quem é, onde mora e número de residência”.
Diante de tudo isso, reafirmamos coletivamente nosso compromisso com a vida dos povos, com a vida e luta de nossosas companheirosas, que na sua consistência em combater a miséria herdada dos Capitalistas, enfrentam com firmeza na sua opção, o terror que tem se disseminado por toda América Latina e mais próximo, nas suas regiões de atuação. Portanto, denegamos tais amedrontamentos e garantimos nossa defesa, inclusive judicialmente, caso essas situações persistam”.
Com este mesmo sentimento de resistência, a Coluna Oeste de Fato reafirma a sua opção. É certo que tanto ódio e preconceito para com as lutas populares provenham por conta da desinformação dissipada pelo Capitalismo, sendo nossa tarefa, informar. Aliás, a informação é uma vigorosa arma para combater quem nos explora, mata, fere, humilha. É por seu espargimento que seguimos a constante caminhada. Até a vitória. 

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