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11/03/2016 10:46 (atualizado em 11/03/2016 14:59)

“Somos mulheres, não somos menos, somos gente” ESPAÇO A vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT) de Palmitos, Loreci Maria Pfeifer entrou na vida política por consequência e por estar envolvida em questões sociais. Sobre essa disparidade decretada entre homens e mulheres, ela afirma que isso a fortalece para avançar e conquistar mais espaço


PALMITOS 

Mulher sexo frágil? Nunca foi, tanto que na era primitiva, a mulher sempre ocupou papel de destaque na sociedade, por ser os únicos seres progenitores e por isso gozavam de grande apreço e respeito, alcançando o domínio absoluto. O sistema mudou e o espaço ‘delas’ diminuiu. O retrocesso avançava em todas as instituições da sociedade, sendo que a submissão da mulher se agravou no sistema Capitalista Patriarcal. Uma das esferas mais importantes da sociedade é a política, e a participação das mulheres é de menos de 10%, segundo o portal Brasil, sendo que elas representam 51,7% dos eleitores brasileiros. 
Em Palmitos, a Casa Legislativa conta com três mulheres vereadoras, de um total de 11 vereadores. Essa disparidade ocorre, mas é pouco discutida. A vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT) de Palmitos, Loreci Maria Pfeifer entrou na vida política por consequência e por estar envolvida em questões sociais. “Dizer que não tenho dificuldade de lidar com essa grande diferença de parlamentares, ou seja, um número maior de homens, seria ir contra uma série de preconceitos existentes tanto em homens quanto em mulheres” evidencia. 
O que a fortalece é a convicção do quanto se faz necessário lutar para avançar na conquista de mais espaço. “Precisamos acordar ainda mais companheiras mulheres para esta vitória e principalmente porque somos mulheres, não somos menos, somos gente”, afirma. 
Loreci investiu em formação, leitura da realidade brasileira,atuação na comunidade de fé, comprometimento com a vida das pessoas, posicionamento claro nas opiniões, mente aberta para debater e aprender, convicção e principalmente entender que a política define a vida das pessoas. “Permanecer na política ou não, é algo que depende de nós, ter mandato eletivo é uma maneira de fazer política porque aí se tem o espaço e VEZ de agir e FAZER ações e encaminhamentos diante daquilo que se acredita”. 

“É preciso ver a política como compromisso de todos”
A presença da mulher na política é a consequência da história construída por homens e mulheres que acreditam na capacidade e na importância da igualdade de oportunidades, e modos de pensar para que melhor se conduzam as ações. “Como mulheres precisamos acreditar muito mais na capacidade que está em cada uma, e avançar a passos largos a fim de ocuparmos mais espaços de poder para usarmos em favor de nossas comunidades e nossos filhos e filhas”, avalia a vereadora. 
Os avanços aconteceram, mas é preciso evoluir, por isso que Loreci acredita que é preciso ver a política como compromisso de todos. “No momento em que este nível de consciência se desenvolver, muitas mudanças boas ocorrerão, uma coisa é o mandato eletivo, seja executivo ou legislativo,outra questão bem diferente éo comprometimento político”, esclarece. 
Num âmbito geral, a vereadora considera que é necessário estudar,ter posição e lutar pelo bem maior da igualdade do coletivo, superando os interesses pessoais sem qualquer tipo de discriminação. “Diante da questão prefiro dizer que tenho procurado levar os anseios das pessoas aos órgãos competentes para encaminhar da melhor forma, orientar questões possíveis e principalmente estudar, dialogar com a sociedade”, complementa. 
Sobre o descrédito da sociedade na política, Loreci respeita a opinião das pessoas que acreditam que “todos os políticos são iguais”, pois cada um é livre para pensar, como também é livre para acompanhar e cobrar trabalho dos eleitos.“Hoje com as notícias diárias de corrupção envolvendo políticos de todos os partidos, as pessoas desacreditam ainda mais. Uma coisa me deixa mais esperançosa, é que enquanto houver investigação temos uma oportunidade e luz de resolver as questões”. 
Para ela, o problema foi a época em que não houve investigação nem no meio político e menos ainda nas empresas. “Um grande reduto da corrupção através do financiamento de campanhas eleitorais em todos os níveis”, salienta.
Lori se define como mulher, mãe e vereadora com amor à vida, amor ao próximo, a vida comunitária, apaixonada pela educação e pela família. “Minha indignação diante de qualquer injustiça, perda de direitos,de cidadania ou qualquer discriminação, me deixa com mais vontade de lutar e construir. Sou feliz pelas oportunidades que a vida me proporciona, por meio da família, esforço, comunidade, trabalho, partido político, amigos que tem me permitido viver muitos desafios e paz”, finaliza. 

Neste mesmo contexto, que a figura pública Laine Maria Pietro Biasi De Nadal, esposa do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Herneus De Nadal, foi homenageada pelo Dia Internacional da Mulher, na terça-feira, dia 8. A iniciativa partiu da Associação dos Voluntários de Saúde do Hospital Infantil Joana de Gusmão (Avos). Laine faleceu em dezembro de 2015, vítima de um câncer.

Laine continua sendo reconhecida pela atuação em defesa de causas sociais e do voluntariado que praticou. Um dos exemplos é a Casa de Apoio Vovó Gertrudes. Ela o marido ajudaram a fundar o abrigo, que atende cerca de 40 pessoas entre pacientes e acompanhantes. Laine sempre atuou em prol da sociedade, fez do trabalho social e do voluntariado sua história de vida. Sua trajetória de superação se concretiza na esperança que ela transmitia e no amor que até hoje ela propaga.


HISTÓRICO DE LAINE MARIA DE NADAL

Laine Maria Pietro Biasi De Nadal nasceu em 18 de fevereiro de 1957 (58 anos) em Caibi. Filha de Zilio Pietro Biasi e Líbera Pietro Biasi, casou-se com Herneus João De Nadal.

Com formação em Contabilidade, desde muito jovem, aos 13 nos, começou a trabalhar no comércio da família e em serviços de contabilidade. Posteriormente, durante sete anos, atuou como professora do ensino fundamental. Em Florianópolis, passou na faculdade de Letras na Universidade Federal de Santa Catarina.


SEMEANDO O BEM-ESTAR SOCIAL

Entre os anos de 1982 a 1988, período em que o marido Herneus De Nadal exercia o cargo de prefeito de Caibi, Laine começou a desenvolver atividades que marcariam para sempre a vida de milhares de pessoas. Atuando como voluntária no setor social, ajudou a criar os primeiros Grupos de Idosos, Clubes de Mães, Apaes, Redes Femininas de Combate ao Câncer, Associações de Mulheres Agricultoras, entidades esportivas e culturais em comunidades de Caibi e em diversos outros municípios da região Oeste catarinense.

Recentemente Laine foi homenageada por milhares de mulheres do voluntariado da COOPER A1, pela sua contribuição na fundação de entidades cooperativas há mais de 15 anos e pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Palmitos pelos dez anos de fundação da entidade.


HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

Depois de diagnosticada com câncer no final de 2009 iniciou a luta contra a doença enfrentando nove cirurgias e 145 quimioterapias. Sem nunca ter perdido a esperança, Laine sempre esteve presente na região Oeste promovendo atividades em favor da sociedade.

Por meio da Casa de Apoio em Florianópolis, que ajudou a fundar, atendeu milhares de pessoas em busca de tratamento de saúde fora de domicílio, auxiliando a todos que precisassem de um lugar para ficar.

  Em parceria com Associação Voluntária e Solidária do Hospital Infantil Joana de Gusmão (AVOS), atuou junto ao governo do Estado para conseguir a concessão de um terreno de dois mil metros quadrados ao lado do hospital, visando à construção de um albergue para atender aos pais e acompanhantes de crianças que ficam internadas naquela casa de Saúde.

Ao partir para a pátria espiritual aos 58 anos de idade, Laine Maria De Nadal nos deixa um legado se solidariedade e amor ao próximo, na lembrança de cada um que a conheceu vai ficar a imagem da humildade e daquele sorriso luminoso que a todos cativava. Como diz o verso do poeta Fernando Pessoa: Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.


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