Política
13/04/2017 11:16 (atualizado em 13/04/2017 11:17)

Esquenta o clima nas sessões da Câmara entre situação e oposição Esquenta o clima nas sessões da Câmara entre situação e oposição

As últimas duas sessões da Câmara de Vereadores de Riqueza têm gerado um clima tenso entre os vereadores, devido a denúncias e acusações entre edis de situação e oposição. O requerimento de autoria do vereador Claudecir Cecato (PP), aprovado pela maioria na sessão do 13 de março de 2017, solicitando o envio, por parte do executivo, das informações sobre a relação das máquinas e equipamentos distribuídos aos agricultores nos exercícios de 2015 e 2016, a cópia dos termos de doação ou cessão de uso, e os critérios utilizados para a distribuição dos mesmos, foi o motivo dos conflitos. Esse requerimento, foi de autoria do vereador Cecato, com o apoio dos vereadores de situação.
            Durante a sessão do dia 04 de abril, o vereador do PT João Cavalheiro apresentou, em palavra livre, esses documentos, acusando o ex-secretário da agricultura e atual vereador do PMDB, LiandroJaezinski de uso indevido da máquina pública. Em entrevista ao Jornal Expresso d’Oeste, Cavalheiro alegou que houve um possível direcionamento político dos agricultores que receberam os equipamentos. Isso porque, segundo ele, alguns equipamentos foram entregues após o período eleitoral, o que se configurar pagamento de votos. Ainda, conforme Cavalheiro, no dia 28 de dezembro de 2016, foram assinados 16 contratos e entregues três dias antes de finalizar o mandato da antiga administração. “Existia uma desconfiança em relação a distribuição desses equipamentos, mas, não tínhamos nada em mãos, por isso, nós, os vereadores de situação, solicitamos esse requerimento. Foi usado da máquina pública para benefício próprio, tanto que Jaezinski, enquanto secretário, assinou 19 contratos de comodato. Nem teve a assinatura do prefeito. E ele nem chamou o prefeito e nem os colegas de partido para fazer essas entregas”, afirma Cavalheiro.
Jornal Expresso d’Oeste / João Cavalheiro alegou que houve um possível direcionamento político dos agricultores que receberam os equipamentos
Ainda, o vereador do partido dos trabalhadores esclarece que para um grupo receber os equipamentos, é necessário a participação de no mínimo oito famílias, mas que nesses casos foram entregues para grupos menores. “Neste período, enquanto Jaezinski esteve frente a agricultura, foram efetuados aproximadamente 30 contratos de comodato, e analisando os documentos, é possível perceber que poucos são os agricultores que não defendem a sigla partidária do ex-secretário que foram beneficiados. E isso caracteriza o uso da máquina pública indevidamente, já que houve um benefício em favor próprio”, declara. Cavalheiro acrescenta ainda que as provocações começaram desde o início do ano, e na sessão do dia 04 de abril, em palavra livre, comentou sobre a utilização da máquina pública para poder eleger-se, referindo-se ao Jaezinski. “Se a vossa excelência não tivesse a máquina pública em mãos e ao seu favor, digo sem medo de errar, que você não faria 100 votos pelo seu trabalho”, cita ele, lembrando o que foi falado durante a sessão.
            Em ata, referente a essa mesma sessão, está descrito na palavra de Cavalheiro: “já sobre a discutição das máquinas, eu estou aqui para defender que a Administração faça um trabalho em prol de todos, não para um partido. Onde as coisas que estão acontecendo no Brasil podem piorar e muito para o nosso agricultor”. Os áudios das sessões não foram repassados pela assessoria jurídica da Câmara de Vereadores, a reportagem do jornal, somente se houvesse solicitação por meio do Ministério Público (MPSC).
            Cavalheiro menciona que os documentos estão com o presidente da Câmara de Vereadores, Gerson da Luz (PP) para tomar as cabíveis providências, porém, o vereador do PT afirma que se nada for feito, ele vai seguir em diante. “Agora com esses documentos temos a obrigação e o dever de enviar ao MPSC, pois se não fizermos isso, a sociedade vai cobrar. Então, se ele está certo ou errado, quem vai dizer é o Ministério Público”, informa.
           
Liandro Jaezinski nega acusações e diz que são picuinhas pessoais
  O vereador do PMDB, Liandro Jaezinski, conversou com o Jornal Expresso d’Oeste e alegou que, quando assumiu como secretário de agricultura, o município tinha problema de prestação de serviço para os agricultores, por conta disso, foi apresentado um propósito de mudança neste setor. Ele menciona que foram realizadas várias reuniões nas comunidades do interior e escolhidos os agricultores que seriam beneficiados. “Na época, membros das comunidades que escolheram os agricultores, normalmente eram escolhidos quem já tinha um equipamento. Algumas comunidades tem ata que registraram essa escolha e outras foram discutidas entre eu, o prefeito, o vice-prefeito da época e alguns vereadores”, declara.
Ele menciona que as comunidades foram mapeadas e nenhuma se repete os equipamentos doados, porém foi selecionado um responsável por comunidade, para cuidar dos maquinários. “Esses contratos nem são todos nossos, tem documentos das administrações passadas, e hoje tem muito equipamentos que não se sabe aonde estão. E o que nós cedemos, foi feito um documento para comprovar aonde esses equipamentos estão, foi consultado a assessoria jurídica da época”, informa.
Jornal Expresso d’Oeste / Liandro Jaezinski informou que estará indo ao Ministério Público para prestar as informações necessárias quanto a essas acusações
Jaezinski afirma ainda que a pessoa, escolhida pela comunidade, ficou responsável pela manutenção dos equipamentos, como também, em agendar e ensinar os agricultores da comunidade de como operar as máquinas. “O propósito era não deixar os agricultores perder silagem, e esses equipamentos agilizaram os trabalhos”, afirma. Ele menciona que as pessoas escolhidas foram, quem tinha estrutura para guardar esses maquinários.
Jaezinski comenta que “o vereador me acusou de eu dar essas máquinas e obriguei o pessoal a votar para mim, e a magoa deles é por que eu fui o mais votado, e fui acusado de fazer politicagem, e eu disse ‘que quem faz politicagem não faz votos, não se elege ou se elege com uma ‘chiripa’’ e ele se magoou”, comenta. Já durante a palavra livre, da sessão de terça-feira, dia 11 de abril, Jaezinski informou que estará indo ao Ministério Público para prestar as informações necessárias quanto a essas acusações.



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Fonte: Jornal Expresso d'Oeste/Aline Reinheimer

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