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17/04/2017 15:26 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

Carinho também cura

Carinho também cura
Em determinadas ocasiões as carícias têm um efeito mais benéfico do que o de qualquer medicamento. Graças ao contato nos sentimos integrados, reafirmados e afastamos a tristeza e a depressão. Há uma parte do nosso corpo que sempre temos em vista: as mãos. Elas são inquietas, companheiras com que trabalhamos, nos limpamos e com que nos expressamos. E quando as usamos para dar carinho exercitamos esta linguagem mágica para nos comunicar e curar.

O poder curativo das carícias
Segundo vários estudos da American Journal Psychiatry as carícias são gestos terapêuticos cheios de significado, expressões que tem mais poder sobre nós do que qualquer remédio. Um abraço, uma mão passando por nosso rosto ou costas propicia a liberação de oxitocina. Este hormônio é capaz de induzir o corpo a um estado de relaxamento, sendo uma grande defesa contra a tristeza e a depressão.   
Esses estímulos positivos que recebemos de nossos semelhantes alcançam uma importância que todos deveriam ter em conta: determinam nossa maturidade emocional e também nossa evolução como pessoas. Pegar bebês nos braços ou/e ter contato pele a pele é imprescindível para o desenvolvimento emocional e social dos mesmos.
Isso é algo que não podemos nos esquecer, que os gestos de carinho, tais como os abraços ou o simples contato de uma mão sobre nós, provocam a liberação e expressão de sentimentos compartilhados. Além disso propiciam a intimidade e demonstram não somente afeto, mas também entrega.

Carinho para aliviar o estresse 
O contato humano tem um claro efeito tranquilizante, trata-se de um simples calmante com o qual nos sentimos integrados e reafirmados. Se uma pessoa não recebe contato nenhum pode entrar em um processo de tristeza e isolamento, o que é muito fácil levar a uma depressão.
E isso é aplicável a todas as idades: crianças que se sentem abandonadas, casais com pouco contato físico e afetivo que vão perdendo pouco a pouco o vínculo até chegar ao fracasso, idosos sem estímulos significativos ao seu redor que lhes deem carinho ou compreensão.
Os exemplos são múltiplos e a base continua sendo a mesma: as pessoas devem o que são ao contato e ao afeto, à compaixão e à ternura, ao simples exercício de dar e receber. Às vezes até mesmo os animais nos mostram isso com suas atitudes. Lembremos de nossos animais de estimação, os cães ou gatos sempre esperam que a gente chegue em casa para ficarem próximos a nós e se sentarem no nosso colo.
Nos obrigam, de alguma forma a fazermos carinho neles, nos dando seu sincero afeto sem perguntas ou explicações, como se o mais importante em seu mundo fosse simplesmente isso: se sentirem queridos. Sentir uma carícia.

Fonte: Melhor com saúde

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