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12/05/2017 14:21 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

‘Engole esse choro’: O mito dos bordões da mamãe Mãe é tudo igual, quando o assunto são os tais bordões que elas usam.

            “Em casa conversamos”, “engole esse choro”. Essas duas frases simples lhe parece familiar? Aposto que sim. E será isso que vamos abordar nesta reportagem especial em homenagem ao Dia das Mães: os famosos bordões. Dizem de passagem, que Mãe é tudo igual, quando o assunto são os tais bordões que elas usam. Independentemente da idade as falas marcam a vida dos filhos, que muitas vezes, apesar das broncas e correções, se lembram do momento com alegria.
            E quem nunca ouviu: “Tá pensando que está falando com quem? Não quero ouvir um piu! Hoje a varinha vai cantar!”. Ou então, os famosos “Engole esse choro”, “Vou contar até 10”, “Não adianta correr que é pior”. Ou ainda os cuidados diários expressos através dos alertas: “Juízo heim?”, “Leve o guarda chuvas porque vai chover!” “Pegou casaco” e “Quando chegar me liga!”. E o que dizer do épico “Mas você não é todo mundo!”.
Sabendo desses bordões que marcam gerações após gerações e em homenagem ao dia delas, a reportagem do Jornal Expresso d’Oeste, conversou com as filhas Aline Reinheimer, 27 anos, e Paula Carolina Bernardi, 33 anos, e a mãe Roselei Maria Bernardi Reinheimer, 50 anos, para saber o que tem a contar a respeito.
Aline recorda dos tais bordões com felicidade. Para ela, foi uma forma de educar de maneira engraçada. “Hoje eu recordo e dou risada sobre as épicas frases dela, era uma maneira que educar, alertar e ensinar, por mais que uns parecem ser feios, não passavam de palavras, que admito, davam medo”, conta. Aline ainda lembra que não eram somente os bordões que Roselei usava. “Quando estávamos em algum evento, até na casa dos parentes, e aprontávamos era só receber uma olhada que já sabia o que queria dizer. Às vezes ouvia, ‘depois tu me paga’ ou ‘em casa conversamos de pertinho’, mas nunca conversávamos”, brinca. 
Para Roselei o que não faltava na infância e adolescência das meninas eram bordões. Ela conta que quando as meninas iam sair, sempre alertava com um “Juízo viu!”. “Isso falo até hoje, e ai delas se chegar em um lugar e não ligar para mim”, brinca. Roselei acrescenta que de todos os bordões, o mais forte foi chamar as meninas pelo nome completo. “Sempre chamei a Paula de mana e a Aline de maninha, e quando chamava pelo nome completo ou somente o nome, elas gritavam: ‘Meu Deus, o que eu fiz agora’, eu dava muita risada delas”, lembra ela, sorrindo de felicidade. 
Paula, já é mãe de três menina sabe bem o que é ser mãe e também filha e conta que quando era pequena, sempre que começava a brigar com a sua irmã, a mãe Roselei dizia: ‘Eu não quero mais ouvir um piu, eu preciso ir aí?’. “Sempre que eu não conseguia encontrar algo e ficava reclamando com a minha mãe que não conseguia achar, ela dizia: “Se eu for aí e achar você vai ver!”. O engraçado é que hoje uso tudo isso com meus filhos”, declara.
  As irmãs recordam que hoje os bordões soam engraçados, mas alguns se mantem vivos até hoje. ‘Dormem com Deus e sonham com os anjinhos’, sempre finalizavam os dias das irmãs, inclusive nos dias atuais. 

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