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03/07/2017 10:25 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

DIPLOMAS DEMAIS E CERTIFICADOS DE MENOS DIPLOMAS DEMAIS E CERTIFICADOS DE MENOS

Há alguns anos atrás, receber um diploma de graduação era meio caminho andado para construir uma carreira de sucesso com status e boa renda. Porém, a realidade dos novos tempos apresenta um quadro bem diferente. Há um volume considerável de desempregados com nível superior, enquanto faltam técnicos para preencher as vagas na grande maioria das empresas.
Segundo a revista exame.com, cerca de 40% das empresas brasileiras reclama a falta de técnicos para suprir as vagas oferecidas, enquanto que sobram candidatos com diplomas de faculdades sem um foco claro para preencher as referidas vagas.
Em outras palavras, mesmo num cenário de forte desemprego, sobram postos de trabalho para técnicos e faltam vagas para os diplomados.
Nilson Pereira, presidente da Manpower Brasil, nos diz que o brasileiro é muito fixado na ideia de ter um diploma de graduação e acaba se formando em áreas as quais estão esgotadas pelo mercado atual, sugere então, que as faculdades e o ministério da educação revejam alguns cursos superiores, fechando temporariamente os que já estão saturados e abrindo a possibilidade de cursos focados na inovação ou técnicos para atender esta enorme demanda das empresas. Com isso resolveria em grande parte o desemprego dos jovens diplomados sem rumo seguro.
Salienta ainda que as faculdades devem sair do quadrado mental e abrir a cabeça para outras possibilidades de educação e trabalho e partir para uma base de formação diferente, inovadora, com cursos focados na necessidade do mercado e de curta duração, por exemplo não dá mais para um jovem ficar de quatro a cinco anos fazendo um curso superior e depois não conseguir trabalho. Enquanto ele poderia fazer um curso técnico de um ano e preencher as vagas que hoje estão carentes. Em 2016, 8,7% dos jovens brasileiros aderiram ao ensino técnico. É pouco, especialmente em comparação a outros países latinos como Colômbia (28%) e México (38%), ou nações desenvolvidas como Suíça (62%) e Áustria (71%).
Se assim o fizerem, podem ajudar a tirar o Brasil da crise pois, a falta de mão de obra técnica qualificada para determinadas funções contribui, e muito para o atraso da economia.
Até a próxima.

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