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29/03/2018 10:29 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

Na bagagem, experiência; no currículo, vantagem A intercambistaAinara Paredes Velásques, natural de Caracas na Venezuela, chegou ao Brasil, mais especificamente em Chapecó no dia 02 de agosto de 2017. Ela está em Palmitos, por meio do programa de intercâmbio do Rotary International

Palmitos 

Viajar, conhecer novos lugares, pessoas, aprender um novo idioma, dar um “upgrade” no currículo e, de quebra, se divertir. Fazer um intercâmbio é o sonho de consumo de muitos jovens. Mas medos, inseguranças e questões financeiras seguem como obstáculos na hora de fazer um intercâmbio.
A intercambistaAinara Paredes Velásques, natural de Caracas na Venezuela, chegou ao Brasil, mais especificamente em Chapecó no dia 02 de agosto de 2017. Ela está em Palmitos, por meio do programa de intercâmbio do Rotary International. Desde a década de 20, o Rotary International tem mandado jovens mundo afora para experimentar novas culturas 
Ainara conta que o Brasil foi sua segunda opção, a primeira seria Alemanha, mas devido a situação em que a Venezuela se encontra optou pelos estados brasileiros. Segundo ela, fazer intercambio possibilita o conhecimento em novas culturas, idiomas e principalmente aumenta o leque de relacionamento. “Decidi fazer um intercâmbio alguns anos esperando conhecer outra cultura, outra língua e fazer novos amigos”, conta. 
No entanto, muitos ainda são os empecilhos que atrapalham os interessados a iniciarem a viagem de intercâmbio. O medo de estar sozinho em um país diferente, a insegurança em falar outra língua, a falta de dinheiro para fazer uma viagem, entre tantos outros. “Quando cheguei, não sabia falar o português, somente o básico, como ‘bom dia, boa tarde, obrigada’, e foi um pouco difícil no princípio, pois todo mundo falava muito rápido, agora eu acho que eu falo rápido”, fala. 
Completando oito meses fora, Ainara revela sentir saudades de sua cidade, da sua família e da comida. “Minha maior dificuldade foi me acostumar com outra família, com outro horário. A gente não conhece ninguém, eu não sabia nada deles, vi umas foto da primeira família e das outras eu não sabia de nada. É difícil chegar e se acostumar com outra família, com os costumes e deixar a minha família lá e também com a situação do país é um pouco mais difícil, pois você vê as notícias do que está acontecendo fica com mais saudade ainda”, revela. 
Ela conta que já conheceu diversos lugares do Brasil como também outros intercambistas, por meio do programa do Rotary. “Junto com os outros intercambistas, fomos conhecer Foz do Iguaçu, foi a primeira viagem, depois em janeiro conhecemos partes do Nordeste e fiquei apaixonada, além de várias outras atividades aqui em Santa Catarina”, conta ela, ressaltando que a cada encontro com os intercambistas e lugares visitados ganha um pin, que pendura em seu blaser. “Trocamos os pins com outros intercambistas de outros países e de lugares que eu fui aqui no Brasil”.
Faltando apenas três meses para retornar ao seu país, ela revela que quer aproveitar cada minuto. “Os três meses que eu tenho aqui eu ainda não sei o que vou fazer, estou tentando aproveitar tudo para conhecer coisas novas, aproveitar cada momento. E quando eu for embora eu não sei o que vou fazer, não sei se vou entrar na faculdade, se vou voltar, estou pesquisando as possibilidades para ir à outro país ou talvez para ficar aqui”, comenta ela, finalizando “quando vai fazer o intercâmbio tem que estar aberto para qualquer coisa. Intercâmbio é conhecer uma cultura de determinado povo. Eu Aprendi muita coisa”. 



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