DIA DAS MÃES
13/05/2018 09:49 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

O primeiro Dia das Mães Nesta edição, o Jornal Expresso d’Oeste aborda o Dia das Mães, comemorado no próximo domingo, 13 de maio. Conheça a história de Angela Cristina Marchese Delazeri, mãe da Gabriela. Aos 30 anos, ela irá comemorar o seu primeiro Dia das Mães

Foto: Vanês Raquel Fotografia de Nascimento | Primeiro contato de Angela e Rodrigo com a filha Gabriela
Era quarta-feira, 25 de abril de 2018. Em mais uma consulta pré-natal, a caibiense Angela Cristina Marchese Delazeri recebeu a notícia de que sua filha, Gabriela, nasceria no dia 03 de maio. Dois dias depois, na sexta-feira pela manhã, Angela sentiu poucos movimentos da filha dentro de sua barriga, entrou em contato com o esposo Rodrigo e, juntos, se dirigiram até Palmitos para realizar uma nova consulta.
“Eu achei que ia chegar lá e ele [o doutor] me diria que estava tudo certo e eu viria para casa, mas ele me mandou direto para o hospital, me internou e optou por fazer a cesárea por prevenção”, explica. A informação foi um choque para o casal, mas o choro de desespero deu lugar às lágrimas de emoção ao ver o rosto da filha pela primeira vez. Às 17h17min do dia 27 de abril, nascia a pequena Gabriela. Rodrigo e Angela tornaram-se, oficialmente, pai e mãe.
O MOMENTO CERTO
Após o início de um namoro ou casamento, frequentemente é reproduzido pela sociedade o discurso de que “está na hora de ter um filho”. Nestes casos, não se leva em consideração o fato de que cada casal pode escolher quando - e se - deseja exercer os papeis de pai e mãe. A psicóloga Jaqueline Barp explica que esta pressão externa ocorre de todas as formas e não é saudável. “As pessoas têm que respeitar o espaço e o desejo do outro. Não é por meio da pressão social que alguém vai ter um filho, não é com pressão que se constrói família, mas sim pelo desejo de gerar uma nova vida”, declara.
No caso de Angela e Rodrigo, a decisão de ter um filho surgiu com a estabilidade, quando ela estava próxima dos 30 anos. “A gente buscava ter uma casa, se formar, ter uma profissão, para depois ter filhos. Antigamente isso não vinha em conta, minha mãe engravidou com 19 anos e foi mais difícil. Agora, eu estou numa fase em que eu tenho estabilidade para ter um filho, é mais fácil”, explica Angela.
Mas a gravidez não ocorreu de uma hora para outra, o percurso contou com alguns imprevistos e testes negativos. Devido ao uso de anticoncepcional, Angela desenvolveu cistos e ovários policísticos e precisou realizar tratamentos para eliminá-los. “Parece que quando a gente fica com aquilo na cabeça, não consegue. Eu queria tanto engravidar e não conseguia, mas quando dei uma acalmada na mente eu engravidei, quase nem acreditei, pois achei que seria apenas mais um teste negativo. Aquele era o momento certo e ela está aqui para provar isso”, conta.
Foto: Leila Fotografias | Aos 30 anos, Angela engravidou de sua primeira filha
NOVAS PRIORIDADES
Para Angela, cuidar de Gabriela tem sido seu objetivo principal. “Eu tenho uma pessoa que vem fazer limpeza aqui em casa. Quando a Gabriela dorme, eu organizo algumas coisas, às vezes faço almoço e assim vou me virando. Precisei me acostumar com a entrada e saída de pessoas, nem percebo se tem outras coisas para fazer. Eu consigo dar atenção para ela e isso é o mais importante”, comenta.
Com o nascimento do primeiro filho, ocorrem grandes mudanças na vida e na rotina de uma mulher. Torna-se praticamente impossível dar conta de tudo o que anteriormente era feito, como trabalho, estudos, casa, lazer e beleza. Então, surge a necessidade de deixar algumas coisas de lado em um primeiro momento. 
Nos casos em que as mulheres possuem dificuldade em gerenciar seu tempo e suas atividades, Jaqueline comenta que é necessário anotar tudo o que precisa ser feito. Deve-se lembrar de viver um dia de cada vez, “não querendo ser uma heroína, uma mulher maravilha, mas entendendo que é preciso abrir mão de algumas coisas para cuidar de uma nova vida e ninguém deve se culpar por isso”, frisa.
O PRIMEIRO DIA DAS MÃES
Neste ano, o segundo domingo do mês de maio será diferente para Angela. Acostumada a presentear, em 2018 ela ganhou Gabriela, seu primeiro e mais importante presente. “É uma sensação maravilhosa, saber que tem uma coisinha que veio de dentro de mim, que eu vou cuidar, ensinar, passar tudo o que eu sei. Depois que saímos de casa, a gente sente muita falta do colo da nossa mãe, saber que agora eu tenho um colo para dar é uma sensação única”, conta. 
Foto: Andrieli Severo | Para a psicóloga Jaqueline Barp, é essencial que o pai participe da vida do bebê
Para Jaqueline, o primeiro Dia das Mães vem para coroar tudo aquilo que foi sonhado no momento em que desejou ser mãe. “É um momento único em que só a mulher que tem filho pode sentir. E assim segue, todos os Dias das Mães vem para coroar o que a gente quer que perpetue”, comenta a psicóloga. 
O FUTURO DE GABRIELA
  Angela é professora de Educação Física e trabalha com idosos e crianças. Conforme ela, a busca pelo que é correto sempre foi seu objetivo na profissão, e isso será estendido à educação que pretende dar à filha. “Não sei se vou conseguir, acredito que sim, porque vai muito dos pais. Não quero dar tudo o que ela quiser, vou dar tudo o que ela necessita. Se estou fazendo certo ou não, eu não sei. Mas estou tentando da melhor forma”, declara.
DICAS PARA MÃES DE PRIMEIRA VIAGEM
Neste contexto, a reportagem do Jornal Expresso d’Oeste conversou com o doutor Arno Adalberto Bianchini, médico que atua no município de Caibi. Ele deixa algumas dicas para as mães que tem/terão seu primeiro filho:
Acompanhamento pré-natal
O acompanhamento pré-natal visa, sobretudo, que a mãe e o concepto tenham bom desenvolvimento. Com a finalidade de preservar a saúde da mãe, e que ela desenvolva dentro do seu útero uma criança saudável, livre de infecções e de algumas doenças. Também procura descobrir doenças que porventura a mãe possa ter e impedir que ela interfira na gravidez.
Parto normal ou cesárea?
Foto: Andrieli Severo | Arno Adalberto Bianchini deixa algumas dicas para as mães de primeira viagem
Seja parto normal ou cesárea, o importante é o final, com mãe e bebê com saúde e felizes. A cesariana bem indicada, às vezes, evita problemas que possam acontecer no parto. Existem algumas situações em que é indicada a cesariana, fora elas, a mãe está apta ao parto normal, sendo bem acompanhada no período de dilatação. Seja cesárea ou parto, o importante é que a criança nasça perfeita, sem riscos de saúde ou sequelas de um parto difícil ou malconduzido.
Primeiros passos
Para a mãe de primeira gestação, o mais importante é dedicar-se à amamentação no seio materno. Evitar estresse, estar em situação e posição confortável para amamentação que às vezes poderá demorar de 30 a 60 minutos. Além disso, para a garantia da saúde do bebê, é necessário acompanhamento médico, vacinas e testes.
Outras recomendações
Para o banho, água em temperatura de aproximadamente 37°C, posição confortável, sabonetes neutros ou de bebê e ambiente quentinho. Também deve-se evitar talcos ou perfumes, tapar ouvidos e tomar cuidado para a criança não ingerir água. Visitas são inevitáveis, procure não expor muito a criança, pois ela pode adquirir vírus ou doenças infectocontagiosas. O perigo maior é a inalação por via respiratória. 

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Fonte: Jornal Expresso d'Oeste/Andrieli Severo

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