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15/08/2018 09:59 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

Os benefícios do vinho para o coração

Olá leitores do Jornal Expresso d’Oeste, tudo bem? Hoje começo a escrever neste espaço para falar sobre saúde, principalmente do nosso coração. Sou natural daqui de Palmitos e minha formação como médico foi na Unoesc de Joaçaba e especialização em cardiologia em Porto Alegre/RS. 
Uma dúvida constante no consultório, é se o consumo de vinho faz bem para o coração. E isso realmente é verdade. Alguns grupos de pessoas de diversos países, que consomem vinho, vivem mais em comparação às pessoas que não tem o hábito de consumo. Mas é preciso atenção na hora de escolher a garrafa, pois esses benefícios estão principalmente ligados aos vinhos do tipo tinto. 
A maioria dos efeitos protetores da bebida estão relacionados à redução de placas que ficam nas coronárias, os vasos que levam o sangue até o coração. Essas placas são uma mistura de gordura com cálcio que quando acumuladas nesta região, podem causar o estreitamento das artérias e até mesmo o Infarto cardíaco.
O consumo do vinho aumenta a produção do HDL, o famoso colesterol bom, além de ter algumas propriedades anticoagulantes, que reduzem os riscos de coagulação do sangue.
As propriedades benéficas do vinho vão além de reduzir o colesterol ruim, ele apresenta os polifenóis que são antiinflamatórios naturais, esses combatem os radicais livres e ativadores dos mecanismos do infarto. A bebida de “Baco”, Deus do vinho, além de ser saudável possui muitas características de sabor e paladar que agradam estudiosos do mundo inteiro. 
A dose recomendada não deve passar de 100ml quatro vezes por semana, essa quantidade já é suficiente para trazer os benefícios, uma vez que se usada em excesso pode ser prejudicial. Os efeitos nocivos vão do aumento da pressão arterial, insuficiência cardíaca, infarto do coração e em situações extremas a cirrose. 
E fica o alerta: quem tem vício em bebidas alcoólicas não deve usar essa medida como preventiva. A sociedade Americana de cardiologia não recomenda o consumo de álcool como medida preventiva para diminuir o infarto. 

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