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15/08/2018 10:00 (atualizado em 31/12/1969 21:00)

Estresse aumenta as chances de infarto e AVC

Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), sistema de informação em saúde do estado de Santa Catarina, divulgou que as causas de morte por doenças do sistema circulatório – infarto e AVC – ainda lideram o ranking de mortes ocorridas em idades mais avançadas. 
Dentre as causas dessa problemática está o estresse mental e depressão. Os dois fatores afetam diretamente o coração e com isso aumenta o risco cardiovascular. O estresse através da estimulação adrenérgica pode aumentar a demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco e agravar a isquemia, caracterizada pela diminuição da passagem de sangue pelas artérias coronárias, que são os vasos que levam sangue ao coração.
O aumento da descarga de adrenalina constante gerado pelo estresse faz as veias impedirem a passagem do sangue em um coração doente. Imagina uma mangueira de jardim, aquelas usadas para regar plantas. Ao apertá-la, a passagem de água na ponta da mangueira fica reduzida. Então o estresse aperta as veias do coração dificultando a passagem de sangue. 
  Alguns estudos ainda mostram que o estresse também prejudica o funcionamento das paredes das artérias, deixando-as mais propenso a causar as famosas placas de gorduras. Tudo isso pode afetar todos os elementos envolvidos no processo de infarto, como os elementos do sangue, arritmias e até no ganho de peso. 
QUAL ESTRESSE AFETA O CORAÇÃO 
Todos os tipos de estresse afetam o coração, porém, hoje se estuda o estresse do trabalho, tão popular pela rotina que as pessoas estão inseridas. A tensão no trabalho para cumprir metas, as altas demandas de trabalho pela competição desenfreada da globalização geram um estresse psicofísico crônico, que mostram um aumento do número de infartos no coração e derrames (AVCs). 
O estudo Interheart, avaliou infartados de 52 países, observou-se que o estresse psicossocial se associou a risco cardíaco semelhante aos fatores já conhecidos como hipertensão, tabagismo, obesidade, colesterol alto e assim por diante. 
Reduzir os fatores de risco envolvidos nesse processo é fundamental para evitar qualquer problema cardíaco. 

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