ESPECIAL INDÚSTRIA
14/09/2018 16:01 (atualizado em 17/09/2018 15:50)

O Extremo Oeste Sem Fronteira que dá certo Grandes empresas, em pequenos municípios, com prósperos negócios. Como acanhadas empresas, em discretos municípios, se tornaram tão grandiosas a ponto de levarem o Extremo Oeste além das fronteiras do país? Acompanhe nessa reportagem inspiradora casos de sucesso de negócios familiares como exemplos

A empresa Biasi leva em sua nomenclatura o sobrenome do patriarca da família, e hoje produz para todo o país
Conhecida pelo seu perfil diversificado, agricultura sólida, baseada em minifúndios rurais, a região Extremo Oeste Catarinense divide também, espaço na economia com um parque industrial atuante. É formada por pequenos espaços territoriais e uma população de aproximadamente 260 mil habitantes, esparsas em 34 municípios, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Extremo Oeste, como é popularmente conhecido, já teve sua ocupação associada aos ciclos econômicos da pecuária, erva mate e madeireiro, contudo, ao passar dos anos o perfil da região foi gradativamente redesenhado, abrindo espaços para a agropecuária e outros ramos da economia como: a metalúrgica e o têxtil, tornando-se destaque mundialmente pelas características peculiares que comporta.
Os municípios que compõem essa região, registram uma média de 15 mil habitantes cada, sendo São Miguel do Oeste, o maior deles, considerado sede da macrorregião com cerca de 36 mil habitantes. Embora ‘pequenos’, muitos deles abrangem indústrias de grande porte e que, segundo o Sebrae, fazem parte das 90% de empresas do país, consideradas, de cunho familiar. Essa característica singular da região foi exatamente o que moveu a reportagem do Expresso d’ Oeste a discutir esse assunto: grandes empresas, em pequenos municípios, com prósperos negócios. E com ele, a resposta para uma pergunta muito questionada por empreendedores que começam seus negócios familiares: como pequenas empresas, em singelos municípios, se tornam tão grandiosas a ponto de levarem o Extremo Oeste além das fronteiras do país?
Foi em busca dessas respostas e também para fundamentar que pequenos municípios possuem potencial de expansão contínua, além de apontar riquezas dessa região, que a equipe de redação escolheu como cases de sucesso, duas empresas, as quais arrolam em suas raízes, as marcas de tradição familiar, que tem orgulho de investir em sua ‘terra natal’. Muito embora, assim como um filho quando chega a maioridade, também precisaram tomar seu próprio rumo para crescer e prosperar, em família, em sociedade e em negócios.
A fábrica de Móveis Henn é inaugurada em 1922, contando com 27 colaboradores e uma produção de 450 peças por mês (Foto: Arquivo Móveis Henn)
NO EXTREMO OESTE TAMBÉM DÁ CERTO
         Todos os dias, histórias de empreendedorismo e exemplos positivos influenciam milhares de novos empreendedores a persistirem pelo sucesso de seus negócios. E muitas delas, são de empresas que começaram pequenas, prosperaram e hoje inspiram outras a crescerem e evoluírem. E nesta edição, o Jornal Expresso d’Oeste apresenta a trajetória de duas empresas de grande porte com semelhantes particularidades: ambas, familiares, levam em sua nomenclatura o sobrenome do patriarca da família e começaram pelo ramo madeireiro em pequenos municípios, com pouca estrutura e mão de obra. As indústrias Móveis Henn e Empresas Biasi, exemplificam bem o exemplo citado pelo líder em Empresas Familiares, da PwC, Carlos Mendonça, o qual menciona que o sucesso das empresas familiares que deram certo, perpassa pela construção de um negócio sustentável com base nos valores da própria família. “As empresas familiares mais bem-sucedidas são aquelas que
Em 2017 a Henn soma mais de 1 mil colaboradores diretos e indiretos e mais de 70 metros quadrados de área construída, produzindo para todo o Brasil e exportando para quatro continentes (Arquivo Móveis Henn)
conseguem manter o equilíbrio entre a gestão profissional, a propriedade responsável e uma dinâmica familiar saudável. Com uma profunda compreensão do negócio familiar e ferramentas, experiência e foco para potencializar as forças positivas, de forma a antecipar e minimizar eventuais conflitos”, apresenta.
Elas estão localizadas nos ‘pequenos’ municípios de Mondaí e Caibi, colonizados por descendentes de alemães e italianos. Importante ressaltar aqui, que, quando se diz, pequenos municípios, trata-se de território geográfico e populacional. Na época da colonização desses locais, uma das fontes de renda da economia se concentrava no ramo madeireiro e assim perpetuou por anos, tendo a atividade de marcenaria bem atuante, como no caso, das duas histórias aqui citadas.

Da pequena Marcenaria para Indústria de produção em série
Na trajetória de conquistas da família Henn, o diretor superintendente Bruno Henn, cita como conjunto de fatores para o sucesso a necessidade de ter preço competitivo, qualidade, bom serviço, honestidade e profissionalismo nos negócios
A empresa Móveis Henn, foi fundada em Mondaí, no ano de 1992 por quatro irmãos no ramo de marcenaria e hoje conta com uma fábrica de 70 mil metros quadrados de área construída, que comercializa móveis em série para todos os estados do Brasil e países de quatro continentes. Há mais de dez anos consecutivos, a Henn é uma das marcas mais lembradas no prêmio Top Móbile. O entrevistado dessa reportagem, diretor-superintendente da empresa, Bruno Inácio Henn, destaca que essa trajetória de empreendedorismo começou ainda com o pai, marceneiro e dono de uma pequena loja e a ampliação do negócio se deu pelo desejo de crescer, mas também pela necessidade, já que a marcenaria se tornou pequena para atender as necessidades financeiras dos oito filhos. “O espaço estava ficando pequeno para a sucessão de família que estava se formando”, comenta.
Diretor-superintendente da empresa, Bruno Inácio Henn
Segundo Bruno, no início, a família enfrentou diversas situações delicadas, que colocaram em risco os negócios, mas o crescimento planejado foi constante e quando as vendas começaram a estagnar, então a gestão organizacional se fez fundamental. “Precisávamos buscar uma alternativa de negócio e a opção foi de montar uma indústria de dormitórios, mas imaginava-se uma indústria pequena e limitada. Aliás, nunca projetamos ser grande e crescemos de uma forma natural, como uma consequência dos nossos atos diários. Mas, no início passamos por uma fase de aprendizado e apanhamos muito ao ponto de chegar a colocar o nosso negócio em risco”, recorda.
Para não enfrentar mais essa adversidade, o empresário conta que foi preciso mudar a linha de pensamento da empresa e de seus diretores, passando para: “a linha do sempre vencer e não trabalhar para empatar e nem para perder”. Segundo Bruno, a partir desse novo momento a empresa retomou o crescimento anualmente e de forma planejada. “Felizmente acertamos muito mais na nossa história o que fez com que anualmente tivéssemos conquistas e crescimentos, mas podemos destacar que focamos muito em: como fazer e tentar identificar melhor o mercado”, evidencia.
        Nessa necessidade, a Móveis Henn passou a fabricar também cozinhas, além dos dormitórios e da linha infantil que já eram fabricados, e também expandiram as vendas para outros países. Isso garantiu que não só voltassem a crescer, como superassem as próprias expectativas.
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO - “é preciso fazer acontecer”
No decorrer dos seus 26 anos, a empresa foi expandindo e com ela, a necessidade de evolução pessoal e de conhecimento. Para isso, Bruno afirma que, a participação em feiras a fim de abrir novos horizontes e buscar tendências de produtos foi preponderante, tanto na condição de expositores como de visitantes. O aprendizado disso?É preciso investir, sempre. “Éramos extremamente manualizados em nossa estrutura e equipamentos. E nos primeiros 15 anos dedicamos o retorno financeiro totalmente na estruturação da empresa e na compra de equipamentos”, conta. “Sempre buscamos o máximo possível, com a maior tecnologia que tínhamos ao alcance, no nosso bolso e da nossa perspectiva de conhecimento. E isso foi muito positivo, pois foi o que nos diferenciou no decorrer dos anos”, reconhece o empresário. “Praticamente todos os anos a empresa exige investimento, atualização e ampliação.  A indústria tem esse ônus quando ela cresce ela exige”, afirma.
“o que não se pode esperar é que as coisas aconteçam, é preciso fazer acontecer”
         Para o diretor toda a atividade planejada tem probabilidade de conquistas maiores do que ‘algo simplesmente feito por fazer’. Segundo ele, planejar os atos é saber onde se quer chegar e de que forma é possível dar mais viabilidade de execução as ações. Foi assim, que a empresa passou de, 27 colaboradores em sua fundação, para mais de 1000 empregos diretos, em 2018. “Em todos os sentidos, o que não se pode esperar é que as coisas aconteçam, é preciso fazer acontecer”, ressalta o empresário, frisando que essa é a conduta de trabalho utilizada pela Móveis Henn: “planejar para depois executar”, complementa. 
Foi assim, que a empresa percebeu no decorrer dos anos, a necessidade de mudanças. No avanço das atividades, o diretor revela que foi identificado que, o mercado vendia, produzia e entregava. Porém, era preciso trazer um diferencial, algo novo para ofertar aos clientes. Então, a mudança de foco, também mudou os rumos da empresa, que passou a produzir, estocar, vender e entregar. “A nossa diferenciação foi a velocidade da entrega para que o lojista não precisasse ter capital de giro em maior demanda em estocar o produto. E isso deu tão certo que posso dizer que grande parte do mercado moveleiro já tem esse modelo implantado, hoje não somos mais diferentes. Uma ideia não vai ficar exclusiva continuamente. Depois que ela é vencida, precisa ser inovada ou ser buscada uma nova situação. Boa parte de nossa história, fomos dados como criadores de tendências, inovadores de produtos”, aponta.
DIVERSIFICAR É PRECISO
   “Você só erra ou acerta quando toma decisões”. Esta foi a resposta imediata do empresário, quando questionado a receita para não errar. No entanto, Henn aponta uma das decisões importantes para o mundo dos negócios. “Trabalhamos na linha de que nada se concentra tudo se diversifica. Um produto não pode tornar a empresa dependente dele, nenhum produto, nenhum segmento, nenhum cliente e nenhuma região. Tudo precisa ter pulverização e esse é o nosso formato para não colocar toda a atividade em risco”, enfatiza. E sobre as perdas e erros? Ele é enfático: “Ganhar e perder fazem parte do negócio, mas tem que se adequar dentro das variações, perdeu um pouco hoje, então se busca o como recuperar amanhã”, menciona.
O LADO BOM DO MERCADO
  Ao longo de seus 26 anos de atuação, o empresário destaca que o foco da empresa, sempre foi potencializar outros mercados. “Todo o mercado tem dificuldade e problema, mas tem que superar as contas e potencializar as dificuldades como oportunidades. Se você tem dificuldade em uma o que vai fazer para potencializar o lado bom?  Não é fácil você fazer isso, mas sempre pode haver uma oportunidade que você pode encontrar para fazer o diferente”, declara.
         Entre os motivos da ‘receita de sucesso’, Henn cita um conjunto de fatores, dentre eles a necessidade de ter preço competitivo, qualidade, bom serviço e a virtude: honestidade. Outro fator que também é destacado pelo gestor é a busca de viabilidades econômicas e o profissionalismo, sobretudo por ser um negócio familiar. Quanto a logística tão criticada na região, o empresário destaca: “Podemos não ter a melhor logística, mas temos uma das melhores mãos de obra do país”.
A SUCESSÃO FAMILIAR
Segundo dados do Sebrae de Santa Catarina, a cada 100 empresas familiares brasileiras, 30% chegam na segunda geração e apenas 5% na terceira geração, o que registra a extrema dificuldade de se profissionalizar as empresas familiares. No caso dos Móveis Henn, embora passados 26 anos, a empresa que iniciou com quatro irmãos sócios, hoje continua com três deles e agora conta com a entrada dos filhos. Tanto na parte societária como também da atividade em si. “Hoje temos quatro sobrinhos trabalhando, todos eles com bons anos de atividade. Estamos com um trabalho muito ativo da participação e o movimento da segunda geração dentro da atividade. Aliás nós estamos com um plano bem atuante para segunda geração assumir a empresa nos próximos anos”, evidencia.
         Conforme o gestor, para uma empresa familiar dar certo, é preciso muito planejamento e uma linha muito clara para as partes saberem dos seus direitos e deveres. “Temos, há aproximadamente 12 anos, implantado o conselho da família. Todos eles, se são merecedores ganham, se não é merecedor, não ganha. Todos os gestores externos sabem que essa é a conduta e o familiar também. Ele entra sabendo de que forma ele vai crescer e ganhar o seu espaço. Este foi um método adotado antes da entrada dos filhos, e deu certo, praticamente podemos dizer que não temos conflitos familiares. A regra foi determinada para valer a todos de uma forma simples e funcional. O nosso plano de sucessão é claro, verdadeiro e aberto”, finaliza.



Da carpintaria para as estradas do país
Empresário Ledovilho Biasi aponta perseverança e prática diária de valores humanos aliados ao profissionalismo, como fatores preponderantes para empresas familiares obterem sucesso no mercado
O relógio desperta 06h30 e o empresário Ledovilho Biasi, carinhosamente conhecido na comunidade por Nêne Biasi, já está a caminho de uma de suas empresas localizadas no município de Caibi. Ao mesmo horário em que, milhares de caminhoneiros do país, já estão na estrada, rodando com um dos produtos das empresas Biasi Tanques, que hoje, percorrem diversos estados do Brasil.
Valorizando suas raízes, Ledovilho fundou as Empresas Biasi com o propósito de manter a maior herança que considera, deixada por seu pai: o sobrenome. Sua primeira empresa fundada foi no ramo da construção civil. Ele conta que a paixão surgiu na infância, ainda quando seu pai trabalhava como carpinteiro. “Na época, meu pai desbravava o mato e construía as casas manualmente, e eu sempre acompanhei o seu trabalho até os meus sete anos, quando ele faleceu. Então, foi aí que eu peguei amor pela profissão”, relembra.
         O empresário destaca que desde a infância trabalhou na lavoura para ajudar com as despesas da família, mas o amor pela carpintaria sempre se fez mais forte. “Quando meu pai morreu, guardei todas as ferramentas dele e montava os brinquedos. Neste tempo comecei a fazer cruzes para as crianças que faleciam. E assim fui crescendo e evoluindo, cada vez pegando mais amor pela profissão herdada de meu pai”, analisa.
         Com o passar dos anos, o empresário conta que passou a se dedicar mais pela profissão e decidiu trabalhar exclusivamente como carpinteiro. “Fui procurar trabalho e as pessoas apenas sabiam o meu nome, mas quando eu falava de quem eu era filho eu era contratado. E essa foi a maior herança que meu pai me deixou: o sobrenome dele, que até hoje usamos na marca Biasi”, revela.
         Os anos foram passando, e a família cresceu. Quando o primeiro filho nasceu, ele cita que decidiu instalar uma empresa voltada para a família no ramo da construção civil. Atualmente, as Empresas Biasi trabalham no segmento de construção civil - na linha de estruturas metálicas e pré-moldados, obras industriais, obras para o setor leiteiro, aviários e granjas de suínos - no ramo de transportes e fábrica de tanques e carretas, além de inspeção veicular. A expansão dos negócios, também levou a ampliação das estruturas, hoje instaladas além do município de Caibi, na cidade de Palmitos.
A HERANÇA PARA O SUCESSO
          Analisando sua trajetória, com semblante simples e carismático, o empresário frisa que, toda a empresa passa por situações delicadas, sejam elas financeiras, profissionais entre outros motivos, mas que assumir as rédeas nos momentos de dificuldade, é essencial para manter qualquer negócio ativo. “Eu nunca fui de perder tempo com os percalços, sempre fui de ver em cada problema uma solução. E isso sempre deu certo. É por isso que não mudei até hoje, pois o tempo que você leva para procurar um culpado, é o mesmo tempo que você leva para resolver o problema”, frisa.
Além disso, reforça que valores éticos e morais que carrega de herança, são ingredientes fundamentais para a permanência dos negócios. “A lição que aprendi é que para você crescer tem que usar o dom que Deus deu. Ele não cobra nada. Costumo usar esse dom para crescer e fazer meus clientes e funcionários crescerem. Automaticamente, se seus clientes crescerem, você é obrigado a crescer junto, senão não vai acompanhá-lo”, compara. Outro detalhe apontado, é o zelo e acompanhamento, sempre que possível, dos trabalhos realizados. Ledovilho gosta de acompanhar as obras pessoalmente, em seus arquivos pessoais, fotos e vídeos comprovam a satisfação do empresário em orientar e estar presente em todos os momentos possíveis do trabalho contratado. “Procuro falar pouco e dar exemplo. Estamos sempre juntos no trabalho, participando e vendo as dificuldades que tem para ajudar a resolver”, revela.
EQUILÍBRIO EMPRESARIAL E QUALIDADE DE VIDA
Sócio fundador das empresas Biasi, Ledovilho Biasi
          Diante da instabilidade econômica no mercado, o patriarca usa um ditado antigo para exemplificar como atua em seus negócios: ‘nunca se coloca os ovos dentro de uma cesta, pois se essa cesta cair, quebra tudo’. Ou seja, segundo ele, deve existir diversidade no modelo de negócios. “Neste sentido, conforme meus filhos foram nascendo fui abrindo novas empresas para eles terem onde trabalhar. Além disso, quando uma empresa estiver com problema sempre temos a outra para dar equilíbrio”, orienta.
         Outro ponto destacado pelo empresário é a valorização dos clientes. Ele recorda que iniciou sua carreira fabricando ‘cruzes e patentes’, e hoje valoriza muito suas raízes com humildade. “Nunca deixei de atender um cliente por ser uma obra menor ou maior. Sempre procurei atender todos igualmente”, aponta.
E por falar em raízes, o caibiense cita com orgulho sua trajetória construída em um pequeno município do Extremo Oeste Catarinense. Ele conta que seu pai foi morar em Caibi em 1948, numa época em que o município ‘era puro mato’. “Tive a infelicidade de viver com o meu pai até os meus sete anos, mas se tem uma coisa que aprendi com ele é que árvore que tem raízes fortes não cai”, simboliza.
E quando questionado a respeito da receita para a evolução ele aponta a união e diálogo como ingredientes principais. “Temos que estar unidos! Esse é o segredo para dar certo. Sempre pedi a Deus para que cada um dos meus filhos tivessem o dom para um trabalho, e eles tiveram, mas dependem um do outro para trabalharem juntos”, declara com orgulho. Mas também enfatiza que trabalhar em parceria, com dedicação, criatividade, competência e espírito e equipe, sempre acompanhando a evolução do mercado, se faz necessário e fundamental para manter-se no mercado, tão competitivo.
Mas para dar continuidade aos negócios da família, o conselho de pai para os três filhos que dão continuidade aos negócios da família é: “Neste sentido, o que posso deixar de legado para os meus filhos é que eles nunca devem colocar o dinheiro na frente do valor humano”, finaliza.



“Investir em Santa Catarina significa ter retorno imediato”, declara Mario de Aguiar
O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) Mario Cezar de Aguiar destaca modelo descentralizado e diferenciado da indústria catarinense em recente entrevista à imprensa do estado e aponta indústria 4.0 como modelo padrão para a evolução necessária desse segmento
Mario Cezar de Aguiar
  Em entrevista concedida com exclusividade à Agência Adjori/SC o industrial Mario Cezar de Aguiar, que assumiu a presidência da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em agosto, afirma que o intuito de seu mandato será manter o reconhecimento que a sociedade tem para com a indústria catarinense.
Segundo Aguiar, a indústria, como qualquer outro setor produtivo, sofre com a indefinição política em que o país passa. “É um momento bastante difícil e os números comprovam isso. O número de pessoas desempregadas, por exemplo, é um reflexo de que a economia não vai bem. Logicamente que a indústria sofre esses reflexos. Agora, essa redução do ritmo econômico se acentua. A economia como um todo perdeu força. Esperávamos um crescimento melhor nesse ano, mas parece que isso não vai acontecer”, menciona.
Ele cita, que um dos grandes diferenciais da indústria catarinense é sua diversificação pelo modelo descentralizado. “Temos um diferencial em relação ao restante do país. Isso ficou demonstrado num passado recente, quando crescemos praticamente quatro vezes mais que o crescimento brasileiro. Esse ano também devemos fechar com crescimento bem maior que o verificado no país, algo em torno de três vezes mais”, declara o presidente.
Aponta ainda que, Santa Catarina com 1,1% do território nacional é a sexta economia do país. Porém, historicamente está no final da lista de retorno em investimentos do governo Federal. “Por uma questão de inteligência, investir em Santa Catarina significa ter retorno imediato. Posso dizer que investir em Santa Catarina é, realmente, investimento, e nunca despesa”, relata.
 INDÚSTRIA 4.0
  Para contribuir com o desenvolvimento das pequenas, médias e grandes indústrias, em todas as regiões, Aguiar ressalta que Santa Catarina está se preparando para ser a indústria 4.0, mas esta é uma preparação contínua. Mais do que isso, esta é uma quebra de paradigmas e um grande número de indústrias já está trabalhando dentro deste conceito, a exemplo dos casos de sucesso desta reportagem as quais apontam a necessidade da inovação sustentável das indústrias.  “Temos na Federação ferramentas de apoio para auxiliar as empresas a entrarem nesta quarta revolução industrial. Estamos fazendo este trabalho em todo Estado. Os investimentos em tecnologia são bastante significativos, mas também vão trazer resultados expressivos. É uma questão de inteligência. Se quisermos ter uma indústria competitiva não podemos ficar de fora deste processo”, finaliza.

Galeria de fotos

Fonte: Aline Reinheimer e Marília Maróstica Alberto

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