Ciência
01/11/2012 21:09

Crianças que vivem em mundo adulto podem ter problemas sérios no futuro Especialista dá quatro dicas para manter filhos no universo infantil

Crianças inteligentes, espertas e independentes são motivo de orgulho. Mas os pais não podem confundir essas virtudes com um desenvolvimento acelerado e precoce que faz os pequenos tornarem-se adultos antes do tempo.

Isso ocorre principalmente quando a criança vive num mundo mais adulto que infantil, alerta a especialista em comportamento humano Roselake Leiros, da consultoria CrerSerMais.

Embora possa parecer engraçado ou admirável em alguns momentos, o desenvolvimento precoce traz reflexos negativos mais tarde, diz ela. 

— Não viver a infância plenamente afasta a criança de sua essência e a torna um adulto sem inocência, leveza, equilíbrio e tolerância. Isso pode ocasionar problemas sérios de comportamento e relacionamento na fase adulta — afirma.

Segundo Roselake, é preciso que os pais saibam como fazer os filhos se interessarem pelo universo infantil. Ela dá quatro recomendações:

:: Compartilhar 
É importante que as crianças sintam que pais e demais adultos que convivem com elas também se interessam pelo universo infantil. Participe de brincadeiras e atividades demonstrando interesse sincero, apreciando as habilidades mostradas pelos filhos e compartilhando suas próprias experiências dessa época da vida.

:: Limitar 
Determine quando e como as crianças podem interagir com assuntos de adultos. Não se trata de impedir ou proibir a interação com o mundo, mas de ensiná-las que existem coisas para cada idade. Explique o motivo e não subestime a capacidade de compreensão.

:: Equilibrar
Reserve momentos para participar das atividades delas e aproveite para falar de você, incentivando-as também a contar experiências.

:: Direcionar
Pais e outros adultos que convivem com crianças precisam compreender que estão na liderança quando estão com elas. Devem ser referância positiva, sabendo respeitar e conquistando o respeito e a admiração da criança. Impôr limites sem sugerir a direção a seguir não ajuda a criança a crescer.

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Fonte: DC

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