Política
24/04/2012 10:56

NESTOR STORCH “Se depender da vontade do PT, vamos manter essa coligação” O presidente do Diretório Municipal do PT de Flor do sertão diz que o partido quer que a aliança formada por PSD, PT, PP e PPS seja mantida para a corrida eleitoral desse ano, pois considera que a coligação vem fazendo um bom trabalho frente à administração

FLOR DO SERTÃO

 

         Em mais uma entrevista da série sobre a movimentação política no município de Flor do Sertão, a reportagem do Gazeta Catarinense conversou com o vice-prefeito Nestor Storch, presidente do Diretório Municipal do PT, principal aliado no governo de Rogério Perin, do PSD. Na sua fala, Storch afirmou que o partido pretende reeditar a aliança formada por PSD, PT, PP e PPS, que terminou com a hegemonia de 12 anos do PMDB no município.

         Porém, ele não fechou as portas para outras siglas, mas ressaltou que para haver uma aproximação com um dos partidos de oposição, a iniciativa terá de ser deles. Quanto a nomes para compor a chapa, o presidente petista disse que não será o PT quem definirá, mas sim todos os integrantes da coligação.

 

Gazeta Catarinense - Atualmente o PT é o principal partido aliado na base governista do prefeito Rogério Perin, do PSD. Na visão do senhor, o que levou a população a apostar na coligação de vocês?

 

Nestor Storch - Acredito que foi o trabalho que o PT e a coligação foi desenvolvendo ao longo da caminhada, quando começamos a nos reunir para discutirmos as propostas e um futuro melhor para o município. Sentamos com os partidos da coligação e escolhemos bons nomes, com o PT de vice. Acredito que todo o trabalho que o PT sempre realizou na comunidade também foi importante. Sentimos que as pessoas acreditaram no nosso plano de governo, pois sempre fomos lideranças presentes em nossa comunidade. As pessoas acreditaram em nós e conseguimos vencer as eleições.

Gazeta Catarinense - Atualmente o PT possui apenas um vereador na Câmara. O que o partido tem feito para aumentar essa representação?

 

Nestor Storch - Na eleição passada tivemos três candidatos e um ficou fora por um voto e outro por dois. Tivemos três candidatos e por três votos não elegemos todos. Por legenda não elegemos mais dois, mas eles ficaram como 1º e 2º suplentes na coligação. Agora estamos conversando com nossos filiados para termos mais candidatos, somarmos força dentro do grupo e ampliar nossa representação. Por tudo que o PT vem fazendo acredito que teremos maior representação nesta eleição.

 

Gazeta Catarinense - Atualmente a coligação de situação é formada por PT, PP, PSD e PPS. Na visão do senhor, essa aliança será mantida?

 

Nestor Storch - Acredito que sim. Pela vontade do PT seria reeditada. O partido não tem atrito nem problemas com nenhum dos três partidos que hoje caminham conosco. Se depender da vontade do PT, vamos manter essa coligação. Não tem porque não aceitarmos. Esses partidos vêm trabalhando conosco na Câmara e no governo e se depender do PT não haverá problema algum em a aliança ser mantida.

 

Gazeta Catarinense - Na visão do senhor, Rogério Perin, por ser o atual prefeito, é o nome natural da coligação e o candidato ideal para concorrer na corrida eleitoral deste ano?

 

Nestor Storch - Vejo que todos os partidos têm nomes para concorrer a prefeito. Todos os nossos partidos de coligação teriam vontade de ter o candidato, mas quem está no poder tem o direito à reeleição. É algo natural. Nós, como partido e liderança, vemos que tem essa possibilidade, mas o PT também vai colocar nomes para discutir a candidatura. Dentro desse grupo, vamos sentar com os quatro partidos para definir. Não é o PT que vai apontar o candidato, mas sim o grupo. São os quatro partidos que decidirão quem será o candidato.

 

Gazeta Catarinense - O PT nunca teve um prefeito aqui em Flor do Sertão. Por tudo o que representa a nível nacional, não estaria na hora do partido buscar ao menos uma candidatura na cabeça de chapa, ou é melhor seguir com o vice na chapa?

 

Nestor Storch - Nós temos um grupo de trabalho dentro da coligação e para conseguirmos uma eleição é preciso ter apoio de outros partidos. Hoje estamos em um grupo e é esse grupo que tomará a decisão. O PT tem nomes, mas respeitamos sempre o que o grupo definir. Se decidirem que o PT terá o candidato, nos vamos respeitar, bem como se decidirem que devemos ser vice. O PT é um partido democrático, que vem respeitando as opiniões dos partidos de coligação e temos o propósito de fazer Flor do Sertão crescer. O candidato que estiver mais bem preparado será o escolhido.

Gazeta Catarinense - A nível nacional, PT e PMDB estão coligados. Aqui em Flor do Sertão pode haver uma aproximação entre os partidos ou isso está descartado?

Nestor Storch - Acredito que estamos aí para sentar e discutir. Não temos nada contra a sigla, mas se eles quiserem buscar uma aproximação terão de nos procurar e sentar com o nosso grupo. Mas é claro que não descartamos nenhuma possibilidade. Queremos conversar com todos os partidos do município, inclusive com o PSDB também. Se eles quiserem fazer parte do nosso grupo e apostar em Flor do Sertão, o PT certamente vai apoiar.

 

Gazeta Catarinense - Como o senhor e o partido avaliam a administração do prefeito Rogério Perin?

 

Nestor Storch - Vejo uma administração boa, porque estamos trabalhando forte e os números comprovam isso. Fizemos pesquisas e a administração tem uma aceitação boa. Temos um trabalho de três anos e pouco e em conversas com as pessoas, sentimos que as pessoas estão contentes. Com isso ficamos felizes, porque na região nosso município e bem avaliado e se seguir nesse ritmo vai se destacar ainda mais. O PT sempre foi oposição aqui, mas uma oposição saudável. Nesse mandato, nunca tivemos tantos recursos do governo federal. Isso é fruto de um trabalho da coligação, mas também do PT, com os vereadores, com o vice-prefeito e com a direção do partido, que vai buscar esses recursos para Flor do Sertão.

 

FRASES

 

“O PT é um partido democrático, que vem respeitando as opiniões dos partidos de coligação e temos o propósito de fazer Flor do Sertão crescer”.

 

“Não temos nada contra o PMDB, mas se eles quiserem buscar uma aproximação terão de nos procurar e sentar com o nosso grupo”.

 

“Sentimos que as pessoas acreditaram no nosso plano de governo, pois sempre fomos lideranças presentes em nossa comunidade”.

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