Ciência
06/01/2014 10:08

Pesquisa da UFRJ estuda como obter etanol a partir de enzimas de baratas

No mundo da ciência, (quase) tudo é possível. Daqui algum tempo, é possível que etanol seja obtido a partir de enzimas de… baratas.

Pesquisadores da UFRJ estão analisando duas espécies: a Periplaneta americana, comum e encontrada em esgotos e escondidas nas casas, e a Nauphoeta cinerea, um tipo de barata da América Central, mas que hoje é encontrada em vários lugares do planeta.

Os insetos foram alimentados somente com cana e, ao se adaptarem, produziram enzimas especializadas capazes de digeri-la. Com a degradação do bagaço, as baratas geram açúcares que poderão produzir o combustível por meio de fermentação.

“Os resultados são bastante promissores. Essa adaptação que o inseto faz ao bagaço tem sinalizado que dele podem vir novas fontes de enzimas“, afirmou o professor Ednildo de Alcântara Machado, do Instituto de Biofísica da UFRJ, em entrevista ao G1. O etanol ainda não foi obtido, pois a pesquisa está nas fases de condicionar os animais para consumir o bagaço e de identificação das enzimas especializadas.

As baratas foram as escolhidas por serem altamente adaptáveis. “O que parece ser interessante é que quando você muda a biomassa usada como comida, ela se adapta. Em dez dias, em média, ela começa a produzir uma série de enzimas especializadas para quebrar o alimento”, afirma.

No futuro, a ideia é isolar as enzimas produzidas pelas baratas e, com elas, retirar o açúcar do bagaço da cana em laboratório.

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Fonte: Super.abril.com.br

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